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Berlim, 03/09/2009
'Saúde da mulher ajuda desenvolvimento'
Sem garantias para o parto ou prevenção de gravidez indesejada, desenvolvimento fica comprometido, diz administradora do PNUD

da PrimaPagina

Para que os países pobres sejam mais bem sucedidos em suas metas de desenvolvimento, é preciso garantir que as mulheres tenham partos seguros e que consigam evitar uma gravidez indesejada, defende a administradora do PNUD, Helen Clark. Ela está participando de uma conferência global, em Berlim, que discute a efetividade de programas para saúde reprodutiva nos países em desenvolvimento.

O Fórum Parceiros Globais em Ação: um Fórum de Organizações Não Governamentais sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos e Desenvolvimento teve início nesta quarta-feira, 2 de setembro, e vai até dia 4. O evento tem o apoio do UNFPA (Fundo de População da ONU) e do governo alemão.

“Se não fizermos progresso nos direitos de saúde sexual e reprodutiva, será muito difícil ganhar força nas metas de desenvolvimento”, afirma a administradora. “Cerca de 200 milhões de mulheres no mundo não realizam sua necessidade de planejamento familiar e têm menos chances de terminar os estudos, ter um emprego remunerado e sair da pobreza”, observa.

A prevenção da mortalidade materna é a meta dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) em que os países menos avançaram até agora. Os ODM são metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a cumprir até 2015. O quinto dos oito objetivos prevê a redução de três quatros das mortes de mulheres por causas ligadas a gravidez, mas Helen ressalta que uma mulher morre a cada minuto no mundo por conta de complicações na gestação e parto.

De acordo com a diretora executiva do UNFPA, Thoraya Obaid, seriam necessários investimentos de US$ 23 bilhões ao ano para que nenhuma mulher precisasse ficar grávida contra a vontade. Thoraya lembra que esse valor corresponde a apenas dez dias de gastos nas operações militares mundiais.

Diversos países ainda carecem de maternidade, ou então as mantêm em mau estado, diz Helen. Além disso, falta de atendimento médico qualificado, nutrição adequada, más condições de moradia e pouca renda influem na saúde sexual, acrescenta.

Durante os três dias de fórum, a organização espera receber cerca de 400 participantes, incluindo ativistas e parlamentares de diversas partes do mundo. Além de participar de palestras e debates, os presentes deverão elaborar um plano de ação. O documento será compartilhado por ONGs de vários países e deverá orientar ações na área.

 
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