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Belo Horizonte, 07/06/2006
Banco de dados sobre cor ganha uma nova versão
Novo software do Atlas Racial corrige erros de execução; ferramenta traz mais de 100 indicadores sobre brancos e negros no Brasil

da PrimaPagina

O Atlas Racial Brasileiro, o mais abrangente banco de dados sobre cor do país, ganhou uma nova versão. A mudança consistiu na correção de falhas no funcionamento do software — os dados da versão antiga estavam corretos e continuam os mesmos. A ferramenta, que conta com mais de 100 indicadores sociais dissociados por cor no país, nas cinco grandes regiões, nos Estados e no Distrito Federal, foi desenvolvida pelo PNUD e pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

O Atlas traz informações sobre demografia, saúde, habitação, educação, trabalho, renda, cobertura trabalhista e previdenciária e acesso a serviços públicos. A base de dados da ferramenta abrange mais de 20 pesquisas de abrangência nacional — os Censos de 1980, 1991 e 2000 e a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 1982 e de 1986 a 2003 —, além da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde, feita em 1996, e da Pesquisa sobre Saúde Familiar no Nordeste do Brasil, de 1991.

A reformulação pode estimular as pessoas a utilizarem mais a ferramenta, avalia a chefe do Departamento de Demografia do CEDEPLAR (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, ligado à UFMG), Paula Miranda-Ribeiro, que coordenou a elaboração da nova versão. Apesar da melhoria, ela faz ressalvas à concepção do Atlas Racial. “Ele não é muito amigável ao usuário. Para mexer nele, o usuário precisa conhecer bem Excel. Para quem sabe, ele é ótimo”, afirma.

A professora ainda avalia que a ferramenta é muito pouco explorada na universidade. “Acho que o Atlas tem um potencial enorme. Se os professores e alunos conhecessem melhor a ferramenta, nós conseguiríamos um avanço muito grande”, destaca. Quanto ao uso do software para a elaboração de políticas públicas, Paula defende que ele poderia ser mais usado pelos governos estaduais. “Funcionaria muito bem no nível estadual”, aponta.

 
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