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Força-tarefa desenvolve plano concreto para o uso de
soluções comprovadas no combate a esta devastadora “assassina
de crianças” na África
Nova Iorque, 17 de janeiro de 2005 – A cada 30 segundos,
uma criança africana morre vítima da malária,
e mais de um milhão de crianças sucumbe à doença
a cada ano. A malária é também um desastre econômico.
Em países onde a malária é endêmica, a doença,
que acomete 300 a 500 milhões de pessoas anualmente, incapacita
a força de trabalho, reduzindo a produtividade e a produção
em vários setores da economia.
Mas agora há um plano concreto para reduzir enormemente o sofrimento
infringido pela doença, plano este que tem como foco soluções
relativamente simples, porém comprovadas. Estas incluem a ampliação
dos esforços para diagnosticar a doença em seus estágios
iniciais, o combate aos mosquitos transmissores através do fornecimento
de cortinados tratados com inseticidas e de borrifação
domiciliar aos moradores de áreas endêmicas, bem como
a oferta gratuita de medicamentos efetivos contra a malária,
de acordo com a proposta de ação – Lidando com a
Malária no novo milênio – desenvolvida pela Força-tarefa
sobre HIV/AIDS, Malária, Tuberculose e Acesso a Medicamentos
Essenciais do Projeto Milênio das Nações Unidas.
O Grupo de Trabalho sobre Malária foi liderado pelo Professor
Burton Singer , professor de relações públicas
e internacionais da cátedra Charles e Marie Robertson na Universidade
de Princeton, e pelo Dr. Awash Teklehaimanot , diretor
do Programa para Malária do Centro de Desenvolvimento Econômico
e Saúde Global da Universidade de Columbia. Eles dirigiram
uma equipe mundial de especialistas em malária que, ao longo
dos últimos dois anos, estudou estratégias efetivas
para o combate à doença. Sua estratégia abrangente
para o combate à malária é parte de um plano
de ação global detalhado para o combate à pobreza,
doenças e degradação ambiental nos países
em desenvolvimento.
“Nossas soluções têm o potencial de reduzir em
pelo menos 75% as atuais taxas de morbi-mortalidade por malária
até 2015”, diz o relatório. “Um pacote integrado de intervenções
para o controle da malária custaria cerca de US$ 2-3 bilhões
de dólares por ano”.
O Grupo de Trabalho sobre Malária recomenda, dentre outras
coisas:
Aumentar o compromisso político de investir
em soluções comprovadas . Doadores internacionais
precisam aumentar significativamente seus investimentos em saúde,
e ministros da saúde devem garantir que tais recursos sejam
gastos, apropriadamente, em intervenções tais como
cortinados tratados com inseticidas e medicamentos efetivos contra
a malária. Estes e outros serviços de saúde
essenciais devem ser vistos como “bens públicos” disponíveis
gratuitamente para populações de países em desenvolvimento.
Implementar o pacote completo e integrado de
medidas de controle da malária . Tais medidas incluem
cortinados tratados com inseticidas; borrifação domiciliar;
diagnóstico precoce; tratamento efetivo com anti-maláricos
(tais como terapias combinadas com artemisinina); tratamento preventivo
intermitente para gestantes; manejo ambiental; educação
em saúde e conscientização; vigilância
epidemiológica; e sistemas de monitoria e acompanhamento.
Fortalecer os sistemas de saúde, com foco
na provisão, aos países endêmicos, da infra-estrutura
em saúde, dos sistemas de monitoramento e dos serviços
laboratoriais de que necessitam para garantir uma resposta
rápida e efetiva aos surtos de malária.
Organizar comunidades para que participem coletivamente
no combate à doença . Por exemplo, um programa
na Região de Tigra, na Etiópia, que treinou mães
e avós para prevenir, diagnosticar e responder à doença – e
forneceu remédios gratuitamente – reduziu em 40% o número
de mortes entre crianças abaixo dos 5 anos de idade.
Treinar e disponibilizar, para áreas endêmicas
para malária, mais pessoal capacitado na implementação
de técnicas comprovadas de prevenção, diagnóstico
preciso e tratamento apropriado.
Um compromisso global de que, até 2008,
80% das populações de risco estejam protegidas por cortinados
tratados com inseticidas, borrifação domiciliar e outras
intervenções efetivas no controle da malária,
e que 80% dos pacientes com malária sejam diagnosticados e tratados
em até um dia após contraída a moléstia.
O grupo de trabalho vê o progresso no combate à doença
como crucial para que sejam alcançados os compromissos firmados
em 2000 durante a Cúpula do Milênio, na qual líderes
mundiais concordaram em tornar a luta contra a pobreza – e todas suas
facetas – sua prioridade em países em desenvolvimento. A cúpula
inspirou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os quais
foram construídos a partir do reconhecimento de que, da saúde
ao meio-ambiente, da educação à igualdade entre
sexos, uma lista cada vez maior de questões de desenvolvimento
não pode mais ser administrada exclusivamente dentro das fronteiras
de uma única nação.
O relatório é parte do Projeto Milênio das Nações
Unidas, o qual foi comissionado pelo Secretário-Geral da ONU
em 2002 para desenvolver um plano de ação prático
que habilite os países em desenvolvimento a alcançar
os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a reverter o massacre
da pobreza, da fome e das doenças que atinge bilhões
de pessoas. Sob a forma de um órgão consultivo independente
dirigido pelo Professor Jeffrey D. Sachs, o Projeto Milênio das
Nações Unidas encaminhou suas recomendações
finais em Janeiro de 2005.
O Grupo de Trabalho sobre o Acesso a Medicamentos Essenciais foi convocado
pela Força-tarefa sobre HIV/AIDS, Malária, Tuberculose
e Acesso a Medicamentos Essenciais, uma das 10 Forças-tarefa
do Projeto Milênio das Nações Unidas que juntas
congregam 265 especialistas de todo o mundo, incluindo parlamentares;
pesquisadores e cientistas; formuladores de políticas públicas;
representantes da sociedade civil; agências da ONU; o Banco Mundial;
o Fundo Monetário Internacional e o setor privado. As equipes
das Forças-tarefas do Projeto Milênio das Nações
Unidas foram desafiadas a diagnosticar os principais impedimentos ao
alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a apresentar
recomendações de como superar os obstáculos, colocando
as nações no caminho certo para atingir as metas até 2015.
Para maiores informações:
Projeto Milênio das Nações Unidas:
Erin Trowbridge, Tel: +1 (212) 906 6821, Cel: +1 (917) 291 7974 erin.trowbridge@unmillenniumproject.org
Luis Montero, Tel: +1 (212) 906 5754, Cel: +1 (347) 267 7237, luis.montero@unmillenniumproject.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento:
William Orme (Nova Iorque), Tel: +1 (212) 906 5382, Cel: +1 (917)
607 1026, william.orme@undp.org
Mattias Johansson (Bruxelas), Cel: + (46-70) 316 23 44, mattias.johansson@undp.org
Cherie Hart (Bangkok), Tel: + (66-2) 288 2133, Cel: + (66-1) 918 1564, cherie.hart@undp.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no
Brasil:
José Carlos Libânio (Brasília), Tel (61) 329-2040, jose.carlos.libanio@undp.org.br
Yolanda Pólo (Brasília), Tel: (61) 329-2014, yolanda.polo@undp.org.br
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
( www.pnud.org.br )
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