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Força-tarefa da ONU traça estratégias para
melhorar acesso à educação de qualidade em países
em desenvolvimento
17 de janeiro de 2005, Nova Iorque – Líderes mundiais comprometeram-se
com o objetivo global de prover o ensino básico universal para todas
as crianças até 2015, e ratificaram o direito de toda criança à educação
de qualidade.
Alcançar essas metas ambiciosas requer a busca por um número
de soluções que se mostraram efetivas no aumento da taxa de matrícula – como
abolir taxas escolares e de uniforme, criar ou melhorar a merenda escolar e
programas de saúde, e fortalecer o papel de grupos de pressão
e organizações não-governamentais em debates sobre sistemas
educacionais – de acordo com um relatório da Força-tarefa sobre
Educação e Igualdade de Gênero do Projeto do Milênio
das Nações Unidas.
A Força-tarefa sobre Educação e Igualdade de Gênero
passou dois anos analisando iniciativas de educação ao redor
do mundo, concluindo que melhor educação é fundamental
para a melhoraria das condições socioeconômicas em países
pobres. A equipe foi liderada por Nancy Birdsall , presidente
fundadora do Centro para Desenvolvimento Global; Anima J. Ibrahim ,
coordenador nacional para Educação para Todos no Ministério
da Educação da Nigéria; and Geeta Rao Gupta ,
presidente do Centro Internacional de Pesquisa sobre a Mulher. O relatório – Alcançando
o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio do Ensino Básico Universal – foi
um dos dois lançados hoje pela Força-tarefa como parte de um
detalhado plano global de ação para combater a pobreza, doenças
e degradação ambiental nos países em desenvolvimento.
Com base em uma série de estudos, a Força-tarefa relatou que
o atual volume de doações destinadas a garantir que todas crianças
estejam matriculadas na escola de ensino primário de qualidade – de
US$1.2 bilhão anual – está muito aquém do necessário:
entre $7 e $17 bilhões anuais entre 2005-2015.
“Com mais de 100 milhões de crianças fora das escolas atualmente,
o objetivo de compensar o tempo perdido durante os próximos 12 anos é uma
ambição heróica cuja realização requer fazer
algo diferente do que vem sendo feito”, diz o relatório.
A Força-tarefa sobre Educação e Igualdade de Gênero
do Projeto do Milênio das Nações Unidas ofereceu uma série
de recomendações centradas nos países em desenvolvimento
e nos países doadores para a melhoria da qualidade e do acesso à educação.
Para países em desenvolvimento, estas incluem:
- Educar meninas e mulheres para quebrar o ciclo de baixa educação :
apoiar programas de alfabetização destinados a mulheres e meninas.
- Encorajar a freqüência escolar de crianças ausentes
da escola : dependendo das condições locais, introduzir
e ampliar intervenções específicas como a remoção
de taxas escolares, promoção de transferências condicionais
de renda e programas de alimentação escolar, e ações
para melhorar a segurança de meninas, como meio de atrair crianças
de volta para a escola.
- Melhorar a educação pós-primária :
identificar e implementar estratégias para aumentar o acesso à educação
pós-primária, especialmente em casos de acesso desigual.
- Melhorar a transparência por meio de controle local :
promover mecanismos para o controle local da educação, nos
quais pais e outros cidadãos recebem papéis claros no acompanhamento
dos resultados de escolas e professores.
- Melhorar a qualidade e disponibilidade da informação: concentrar
esforços na melhoria da transparência no nível das escolas,
e na disponibilização de dados e avaliação de
programas no nível nacional.
- Definir critérios internacionais para avaliar a aquisição
de habilidades e conhecimento : Estabelecer uma maneira clara
de entender o que as crianças estão aprendendo e onde estão
as deficiências.
- Fortalecer o papel das organizações da sociedade
civil : Criar um ambiente no qual as organizações
da sociedade civil são reconhecidas como participantes legítimos
nos debates sobre o sistema educacional.
Para países doadores, as recomendações incluem:
- Demonstrar audaciosa liderança política e fazer compromissos
financeiros firmes : tornar possível a “Educação
para Todos” e fazer funcionar a “Iniciativa da Via Rápida ” rumo
aos ODM.
- Reformar o sistema de doações direcionando novos
fundos de maneira inovadora : implementar um vigoroso e coordenado
esforço global que recompense e reforce progressos mensuráveis
dos países.
- Relatar os compromissos e ações de doadores por meio
de uma estrutura transparente e permanente de prestação de
contas: da mesma maneira que países em desenvolvimento
precisam relatar os seus gastos e resultados, agências doadoras devem
similarmente relatar, de forma padronizada, os seus compromissos financeiros
e desembolsos, assim como a aderência a acordos sobre a harmonização
de auxílio ao desenvolvimento.
- Investir em avaliações genuínas das intervenções
no setor educacional : avaliar quão efetivas são
as intervenções e reformas específicas para melhorar índices
de matrícula, retenção e aprendizado em diferentes
contextos.
A criação de um plano de ação para alcançar
o ensino básico universal é crucial para cumprir os compromissos
da Cúpula do Milênio de 2000, na qual líderes mundiais
concordaram em tornar a luta contra a pobreza – e todas suas facetas – sua
prioridade em países em desenvolvimento. A cúpula inspirou os
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os quais são construídos
reconhecendo que, da saúde ao meio-ambiente, da educação à igualdade
entre sexos, uma crescente lista de temas em desenvolvimento não mais
poderá ser administrada exclusivamente dentro das fronteiras de uma única
nação.
A Força-tarefa sobre a sobre Educação e Igualdade de
Gênero é uma das 10 Forças-tarefa do Projeto do Milênio
das Nações Unidas que ao todo englobam 256 especialistas de todo
o mundo, incluindo parlamentares; pesquisadores e cientistas; formuladores
de políticas; representantes da sociedade civil; agências da ONU;
Banco Mundial; Fundo Monetário Internacional e o setor privado. As equipes
das Forças-tarefas do Projeto do Milênio das Nações
Unidas foram desafiadas a diagnosticar os principais empecilhos ao sucesso
dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a apresentar recomendações
sobre como superar esses obstáculos para que as nações
estejam no caminho correto para atingir as metas até 2015.
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