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O relatório pede para que habitantes das cidades, governos
locais e nacionais fortaleçam o esforço para melhorar os
assentamentos precários (favelas e áreas de risco) e prevenir
o surgimento de novos.
17 de Janeiro de 2005, Nova Iorque – Atualmente, 900 milhões
de pessoas vivem em assentamentos precários (favelas e áreas
de risco) em todo o mundo. A menos que a situação mude
substancialmente, 1,5 bilhão de moradores de zonas urbanas serão
favelados em 2020, a maioria dos quais residirão em regiões
em desenvolvimento que carecem de direitos básicos tais como “voz” política,
moradia decente, esgoto, acesso à água, escolas, cuidados
médicos, e transporte confiável e seguro para o trabalho.
Apesar de que os especialistas em desenvolvimento tendem a enfocar
os problemas das áreas rurais, os países em desenvolvimento
enfrentam um imenso desafio – uma oportunidade – no gerenciamento do
crescimento rápido dos centros urbanos.
Pode-se impedir o aumento no número de pessoas vivendo nessas
condições terríveis, e milhões de vidas
podem ser beneficiadas, se passos específicos forem seguidos
para melhorar a vida das populações urbanas pobres e
para impedir a criação de novas favelas, de acordo com
a Força-Tarefa sobre Melhoria das Vidas dos Moradores de Assentamentos
Precários do Projeto Milênio das Nações
Unidas.
Seu relatório – Um Lar na Cidade – lançado
hoje, é parte de um plano de ação global detalhado
para combater a pobreza, as doenças e a degradação
ambiental nos países em desenvolvimento.
O relatório observa que os fatores que causam o aparecimento
de assentamentos precários (favelas e áreas de risco)
são complexos e podem variar de um país para outro, mas
que as soluções para a crise das favelas possuem diversos
elementos comuns, dentre os quais respeitar e reconhecer grupos que
representam os pobres, legislação que protejam os mais
pobres de despejos forçados, investimentos em infra-estrutura
básica como água, esgoto e coleta de lixo. Adicionalmente,
o planejamento urbano deve ser reforçado e reformulado para
prevenir a criação de novas favelas.
De acordo com a Força-tarefa, o custo anual para melhorar as
condições de 100 milhões de residentes de favelas,
e para a introduzir a infra-estrutura e os serviços necessários
para que se fornecesse habitação alternativa para outros
570 milhões de pessoas que, do contrário, tornar-se-iam
moradores de favelas, seria de US$ 18 bilhões de dólares.
A Força-tarefa desenvolveu um plano concreto para combater a
pobreza urbana. Suas recomendações incluem:
- Os países precisam reconhecer que os pobres urbanos
são agentes ativos e não apenas beneficiários
do desenvolvimento. As autoridades locais e nacionais
devem colaborar com as organizações que representam
as populações urbanas pobres, para alcançar
melhorias nas favelas e para prover alternativas ao surgimento
de novas favelas.
- Administrar cidades requer soluções locais. As
autoridades locais devem ser empoderadas com os recursos financeiros
e humanos necessários ao provimento de serviços e infra-estrutura
aos pobres urbanos. As cidades devem desenvolver estratégias
locais de longo prazo para melhorar a vida dos moradores de favelas.
- Após consultar moradores de favelas e autoridades
nacionais, os governos locais devem aprovar legislações para
prevenir despejos forçados e para assegurar o direito de
posse / ocupação a residentes de favelas.
- Os governos locais devem desenvolver estratégias
para prevenir a formação de novas favelas. Essas
devem incluir o acesso à terra de baixo custo, materiais
de construção a preços acessíveis,
oportunidades de emprego, infra-estrutura e serviços sociais
básicos.
- Os investimentos públicos devem enfocar o acesso
a serviços básicos e infra-estrutura. Trabalhando
em conjunto com as populações urbanas mais pobres,
as cidades precisam investir em moradia, água, esgoto, energia
e serviços urbanos tais como a coleta de lixo. Estes serviços
e infra-estruturas devem alcançar os pobres vivendo em comunidades
não legalizadas.
- As necessidades de transporte e preocupações
de segurança das populações urbanas mais pobres
devem ser prioritárias no que tange ao planejamento dos
sistemas de transporte urbano , os quais podem expandir
as escolhas que as pessoas têm em relação a
onde morar e trabalhar.
- Códigos e regulamentos construtivos deve ser realistas
e exeqüíveis, refletindo o estilo de vida e as necessidades
das comunidades locais. Isso significa, por exemplo,
que eles devem ser mais flexíveis no sentido de permitir
habitações que são construídas de forma
incremental, com materiais de baixo custo e em pequenos terrenos.
- Para criar empregos, as cidades deveriam encorajar o setor
privado a melhorar a infra-estrutura e facilitar a transição
da economia informal para a formal. O investimento externo
direto pode desempenhar um papel catalisador na promoção
de empreendimentos manufatureiros ou prestadores de serviços.
A Força-tarefa sobre Melhoria das Vidas dos Moradores de Assentamentos
Precários foi chefiada pelo Dr. Pietro Garau ,
pesquisador permanente da Faculdade de Arquitetura da Universidade
de Roma, e pelo Dr. Elliott D. Sclar, professor de
planejamento urbano e de relações públicas, da
Universidade de Columbia.
O relatório da Força-tarefa chama atenção
para a importância crítica que aliviar a pobreza urbana
terá para o alcance dos compromissos acertados em 2000, na Cúpula
do Milênio, na qual líderes mundiais concordaram em tornar
a luta contra a pobreza – e todas suas facetas – sua prioridade em
países em desenvolvimento. A cúpula inspirou os Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio, os quais foram construídos
a partir do reconhecimento de que, da saúde ao meio-ambiente,
da educação à igualdade entre sexos, uma lista
cada vez maior de questões de desenvolvimento não pode
mais ser administrada exclusivamente dentro das fronteiras de uma única
nação.
As recomendações da Força-tarefa englobam parte
do Projeto do Milênio das Nações Unidas, o qual
foi comissionado pelo Secretário-Geral da ONU em 2002 para desenvolver
um plano de ação prático que habilite os países
em desenvolvimento a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio e a reverter o massacre da pobreza, da fome e das
doenças que atinge bilhões de pessoas. Sob a forma de
um órgão consultivo independente dirigido pelo Professor
Jeffrey D. Sachs, o Projeto Milênio das Nações
Unidas encaminhou suas recomendações finais em Janeiro
de 2005.
A Força-tarefa sobre Melhorias das Vidas dos Moradores de Assentamentos
Precários é uma das 10 Forças-tarefa do Projeto
Milênio das Nações Unidas, que juntas congregam
265 especialistas de todo o mundo, incluindo parlamentares; pesquisadores
e cientistas; formuladores de políticas públicas; representantes
da sociedade civil; agências da ONU; o Banco Mundial; o Fundo
Monetário Internacional e o setor privado. As equipes das Forças-tarefas
do Projeto Milênio das Nações Unidas foram desafiadas
a diagnosticar os principais impedimentos ao alcance dos Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio e a apresentar recomendações
de como superar os obstáculos, colocando as nações
no caminho certo para atingir as metas até 2015.
Para maiores informações:
Projeto Milênio das Nações Unidas:
Erin Trowbridge, Tel: +1 (212) 906 6821, Cel: +1 (917) 291 7974 erin.trowbridge@unmillenniumproject.org
Luis Montero, Tel: +1 (212) 906 5754, Cel: +1 (347) 267 7237, luis.montero@unmillenniumproject.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento:
William Orme (Nova Iorque), Tel: +1 (212) 906 5382, Cel: +1 (917)
607 1026, william.orme@undp.org
Mattias Johansson (Bruxelas), Cel: + (46-70) 316 23 44, mattias.johansson@undp.org
Cherie Hart (Bangkok), Tel: + (66-2) 288 2133, Cel: + (66-1) 918 1564, cherie.hart@undp.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no
Brasil:
José Carlos Libânio (Brasília), Tel (61) 329-2040, jose.carlos.libanio@undp.org.br
Yolanda Pólo (Brasília), Tel: (61) 329-2014, yolanda.polo@undp.org.br
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
( www.pnud.org.br )
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