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Força-tarefa estabelece 40 soluções efetivas
para dramática redução da fome no mundo
Nova Iorque, 17 de Janeiro de 2005 – Todos os dias, mais de 850
milhões de pessoas vão se deitar com fome; dentre elas, 300 milhões
são crianças. Mas ao longo da próxima década, mais
da metade delas podem ser salvas da má nutrição, de acordo
com a Força-tarefa sobre a Fome do Projeto do Milênio das Nações
Unidas. Além disso, a Força-tarefa identificou 313 áreas
no mundo todo que necessitam de ação prioritária.
Os levantamentos da Força-tarefa – Reduzindo a fome pela metade: é plenamente
alcançável – foi lançado hoje como parte de um
detalhado plano de ação global para combater a pobreza, doenças
e degradação ambiental em países em desenvolvimento.
A Força-Tarefa sobre a Fome foi dirigida pelo Dr. Pedro Sanchez ,
ganhador do prêmio “Gênio MacArthur”, vencedor do Prêmio
Mundial da Alimentação de 2002, e pioneiro no campo de solos
tropicais e agrossilvicultura; e o Prof. Swaminathan , vencedor
do Prêmio Mundial da Alimentação de 1987, líder
do movimento Revolução Verde da Índia, e líder
mundial no campo de segurança alimentar sustentável. Eles coordenaram
um grupo sem precedentes de especialistas vindos de governos, iniciativa
privada, organizações não-governamentais e da academia
que durante os últimos dois anos viajaram o mundo para observar e
discutir precisamente o que está sendo feito para combater a fome
e como soluções de sucesso podem ser usadas em regiões
que ainda enfrentam o problema.
“O Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir a fome pela metade
até 2015 pode ser cumprido se os países industrializados aumentarem
e melhorarem a assistência para o desenvolvimento”, diz o relatório. “Reduzir
a fome pela metade está em nosso alcance. O que falta é ação
para implementar e estender as soluções conhecidas”.
A Força-tarefa sobre a Fome desenvolveu uma ampla diversidade de recomendações
acreditando que, cada país, região ou comunidade pode escolher
a combinação certa de intervenções mais apropriadas às
suas necessidades e circunstâncias. Especificou 40 soluções
testadas para combater a fome e um plano para sua implementação
nos níveis internacional, nacional e comunitário. A África
recebeu ênfase específica, por ser a única região
do mundo em que a má nutrição está aumentando.
As recomendações incluem:
- Partir do compromisso político para a ação por
meio de um intenso trabalho de conscientização, aumento dos
recursos, maior consciência pública e amplo monitoramento.
- Reformar políticas e criar um ambiente propício por
meio de estratégias como uma política integrada que cubra agricultura,
nutrição e desenvolvimento rural, aumento do apoio orçamentário,
promoção da autonomia das mulheres e meninas, amplo acesso à terra,
intensificação da pesquisa, remoção das barreiras
ao comércio e desenvolvimento de capacidades para a implementação
de programas de redução da fome.
- Elevar a produtividade agrícola de pequenos lavradores que
se esforçam para produzir alimento suficiente para sua subsistência com
a melhoria da qualidade do solo, das sementes e criações,
dos métodos de gestão da água, e extensão dos
serviços de agricultura.
- Melhorar a nutrição de grupos vulneráveis
que padecem de fome crônica, por meio de programas experimentados
de nutrição com foco nas grávidas e lactantes, bebês,
crianças e adolescentes, e por meio de apoio a programas que reduzam
as deficiências em vitaminas e minerais e as doenças infecciosas
que contribuem para a má nutrição.
- Reduzir a vulnerabilidade dos que sofrem de fome aguda por meio
de redes de segurança produtivas. Técnicas incluem
a preparação prévia para crises de alimentos por meio
de alertas preventivos e sistemas emergenciais de reação
e o desenvolvimento de redes de segurança sociais.
- Fazer os mercados trabalharem para os pobres com o objetivo de
impulsionar a renda daqueles que se esforçam para pagar pelo alimento. As
estratégias incluem investir em infra-estrutura comercial, desenvolver
redes de pequenos comerciantes de insumos rurais, melhorar o acesso aos
serviços financeiros e informações de mercado para
os pobres, fortalecer associações comunitárias e promover
fontes alternativas de renda.
- Restaurar e conservar os recursos naturais essenciais para a segurança
alimentar. Intervenções incluem ajudar as comunidades
a restaurar os recursos naturais, assegurando acesso local, propriedade,
e direitos de manejo de florestas, recursos pesqueiros e terras devolutas,
desenvolvendo “empresas verdes” baseadas em recursos naturais, e pagando
as comunidades rurais pobres por serviços ambientais.
Este plano de ação sobre a fome é crucial para o cumprimento
dos compromissos firmados em 2000 na Cúpula do Milênio, na qual
líderes mundiais concordaram em tornar a luta contra a pobreza – e todas
suas facetas – sua prioridade em países em desenvolvimento. A cúpula
inspirou os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os quais são
construídos reconhecendo que, da saúde ao meio ambiente, da educação
a igualdade entre sexos, uma crescente lista de temas sobre desenvolvimento
não poderá mais ser administrada exclusivamente dentro das fronteiras
de uma única nação.
O plano da Força-tarefa sobre a Fome é parte do Projeto do Milênio
das Nações Unidas, o qual foi convocado pelo Secretário-Geral
da ONU em 2002 para desenvolver um plano de ação prático
que habilite os países em desenvolvimento a alcançar os Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio e a reverter o massacre da pobreza, da
fome e das doenças que atinge bilhões de pessoas. Sob a forma
de um órgão consultivo independente dirigido pelo Professor Jeffrey
D. Sachs, o Projeto do Milênio das Nações Unidas encaminhou
suas recomendações finais em Janeiro de 2005.
A Força-tarefa sobre a Fome é uma das 10 Forças-tarefa
do Projeto do Milênio das Nações Unidas que ao todo englobam
256 especialistas de todo o mundo, incluindo parlamentares; pesquisadores e
cientistas; formuladores de políticas; representantes da sociedade civil;
agências da ONU; Banco Mundial; Fundo Monetário Internacional
e o setor privado. As equipes das Forças-tarefas do Projeto do Milênio
das Nações Unidas foram desafiadas a diagnosticar os principais
empecilhos ao sucesso dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a
apresentar recomendações sobre como superar esses obstáculos
para que as nações estejam no caminho correto para atingir as
metas até 2015.
Para maiores informações:
Projeto Milênio das Nações Unidas:
Erin Trowbridge, Tel: +1 (212) 906 6821, Cel: +1 (917) 291 7974 erin.trowbridge@unmillenniumproject.org
Luis Montero, Tel: +1 (212) 906 5754, Cel: +1 (347) 267 7237, luis.montero@unmillenniumproject.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento:
William Orme (Nova Iorque), Tel: +1 (212) 906 5382, Cel: +1 (917) 607 1026, william.orme@undp.org
Mattias Johansson (Bruxelas), Cel: + (46-70) 316 23 44, mattias.johansson@undp.org
Cherie Hart (Bangkok), Tel: + (66-2) 288 2133, Cel: + (66-1) 918 1564, cherie.hart@undp.org
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil:
José Carlos Libânio (Brasília), Tel (61) 329-2040, jose.carlos.libanio@undp.org.br
Yolanda Pólo (Brasília), Tel: (61) 329-2014, yolanda.polo@undp.org.br
Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento
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