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Embora estejam longe de ser exaustivas, algumas Ações
de Impacto Rápido poderiam contribuir para melhorar decisivamente
o bem-estar de milhões de pessoas e colocar os países na
via que conduz à realização dos Objetivos. Se forem
disponibilizados os recursos adequados, as Ações de Impacto
Rápido incluirão:
Eliminar as taxas de matrícula e o uso de uniformes
nos estabelecimentos de ensino, a fim de assegurar que todas as crianças,
especialmente as meninas, deixem de freqüentar a escola pelo fato
de a sua família ser pobre. As receitas que assim se perdem
devem ser substituídas por fontes de financiamento mais eqüitativas
e eficientes, incluindo o auxílio dos doadores.
Fornecer aos agricultores pobres da África Subsaariana
quantidades financeiramente acessíveis de fertilizantes com
nitrogênio e outros nutrientes essenciais do solo.
Fornecer refeições gratuitas nas escolas
a todas as crianças, utilizando produtos locais, bem como refeições
para levarem para casa.
Conceber programas comunitários de nutrição
para as mulheres em fase de gravidez e lactação e para
as crianças com menos de 5 anos, destinados a apoiar o aleitamento,
garantir o acesso a complementos alimentares produzidos localmente
e, nos casos em que isso seja necessário, fornecer suplementos
de micronutrientes (especialmente zinco e vitamina A).
Garantir a desparasitação anual, regular,
de todas as crianças que freqüentam as escolas em zonas
afetadas, a fim de melhorar a sua saúde e o seu aproveitamento
escolar.
Dar formação a um elevado número
de trabalhadores locais em áreas como saúde, agricultura
e infra-estrutura (utilizando programas com a duração
de um ano), a fim de garantir que as comunidades rurais possuam os
conhecimentos especializados e serviços técnicos básicos.
Distribuir mosquiteiros tratados a inseticida de longa
duração para todas as crianças que vivem nas zonas
onde a malária é endêmica.
Eliminar as taxas cobradas aos usuários dos serviços
de saúde básicos, em todos os países em desenvolvimento,
e suprir a redução de receitas daí decorrente,
aumentando a quantidade de recursos nacionais e dos doadores destinados à área
da saúde.
Aumentar o acesso à informação e
serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planejamento
familiar consentido, a informação sobre contracepção
e os serviços nessa área, e eliminar as lacunas existentes
no domínio do financiamento para fornecimentos e logística.
Alargar o uso de uma combinação de medicamentos
de eficácia comprovada no tratamento da AIDS, da tuberculose
e da malária. No caso da AIDS, isto significa concluir com êxito
a iniciativa “3 até 2005”, cujo objetivo é assegurar
que, até 2005, 3 milhões de pessoas estejam a ser tratadas
com medicamentos anti-retrovirais.
Criar fundos para financiar a reabilitação
dos bairros degradados no nível das comunidades e reservar terrenos
públicos desocupados para a construção de habitação
de baixo custo.
Assegurar a todos os hospitais, escolas e outras instituições
dos serviços sociais o acesso a eletricidade, água e
saneamento, bem como à Internet, utilizando geradores a diesel,
painéis solares e outras tecnologias apropriadas.
Rever e aplicar legislação que vise garantir às
mulheres direitos patrimoniais e de herança.
Lançar campanhas nacionais com vista a reduzir
a violência contra as mulheres.
Criar, em todos os países, o cargo de consultor
científico do presidente ou do primeiro-ministro, a fim de consolidar
o papel da ciência na formulação de políticas
nacionais.
Promover a autonomia das mulheres, de modo que passem
a desempenhar um papel crucial na formulação e controle
de estratégias de redução da pobreza baseadas
nos ODM e em outros processos fundamentais de reforma de políticas,
em especial no nível das administrações locais.
Apoiar, em nível comunitário, a plantação
de árvores, tendo em vista a regeneração dos nutrientes
do solo, a produção de lenha, madeira e forragens, a
formação de zonas de sombra, a proteção
das bacias hidrográficas e a constituição de barreiras
contra o vento.
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