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Brasília, 25/11/2009
Usar combustível sólido mata 3 por minuto
Falta de acesso a energia leva ao uso de combustíveis inadequados e causa 2 milhões de mortes por ano no mundo e 10,7 mil no Brasil

ONU
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Acesse o relatório completo.
da PrimaPagina

A cada 20 segundos uma pessoa morre nos países em desenvolvimento vítima de doenças causadas pela exposição à fumaça de fogões rudimentares, que usam como combustível carvão ou biomassa. São cerca de 2 milhões de mortos por ano. No Brasil, males causados por esse tipo de combustível — o que inclui pneumonia, doenças pulmonares ou câncer no pulmão — causam uma morte a cada hora; 10,7 mil por ano.

Os dados compõem o novo relatório “A situação do acesso à energia nos países em desenvolvimento”. Lançado pelo PNUD e pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o estudo aborda a falta de acesso a formas mais modernas de energia, como o gás natural, nos países pobres. De acordo com o texto, 99% das mortes causadas pela exposição à fumaça de combustíveis inadequados acontecem nos países em desenvolvimento. A situação é pior na África Subsaariana — metade das mortes de crianças menores de cinco anos por pneumonia, e de adultos por doenças pulmonares ou câncer no pulmão são atribuídas a esta fumaça. Nos países desenvolvidos, estes combustíveis são a causa de 38% das mortes por estas doenças.

No ano em que os líderes mundiais podem fechar novo acordo sobre mudanças climáticas (que deve ser firmado em dezembro em Copenhague), um quarto da população vive “no escuro”. São 1,5 bilhão sem nenhum tipo de eletricidade, sendo que 80% estão nos países menos desenvolvidos da Ásia e da África. Ainda segundo o relatório, 3 bilhões de pessoas (43% da população mundial) usam técnicas rudimentares como carvão ou biomassa para cozinhar.

O relatório relaciona este problema energético aos Objetivos do Milênio — série de metas sócio-econômicas que os países se comprometeram a cumprir até 2015. A dificuldade principal está no alcance do primeiro dos objetivos, que fala sobre diminuição da pobreza. A falta de progresso em prover serviços modernos de energia à população vai ser um gargalo que impedirá muitos países de se desenvolver e, assim, reduzir a pobreza, afirma o relatório. “Dados os atuais níveis de acesso à energia, é claro que os níveis compatíveis com o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio não serão atingidos na maioria dos países menos desenvolvidos e nos países da África Subsaariana. Para atingir a meta de diminuir pela metade a proporção de pessoas vivendo na pobreza, quase 1,2 bilhões de pessoas precisarão ter acesso à eletricidade e 1,9 bilhão de pessoas vão precisar acessar combustíveis modernos até 2015”, diz o relatório.

 
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