Receba o boletim
 
 

  Acompanhe as notícias
  do PNUD pelo twitter
Primeira Página ›› Educacao ›› Reportagens      

Reportagens

Salvador, 18/04/2005
Gil quer multiplicar PIB da cultura por sete
Ministro estima que setor represente hoje 1% da economia do Brasil; meta é elevar proporção para 7%, como já ocorre no Rio de Janeiro

Crédito: PrimaPagina/Rachel Guedes
O Centro de Indústrias Criativas, segundo Gilberto Gil
Proteção da produção cultural
“O centro deverá ser o espaço de conciliação entre a garantia da propriedade intelectual, a remuneração do artista e o acesso do público aos produtos culturais.”

Legislação
“Deverão ser estudadas novas formas de legislação, a fim de que se chegue a um marco legal internacional”.

Barreiras para a indústria criativa
“Há uma dificuldade de reconhecimento da diversidade cultural. Também existe a fraqueza de alguns setores, e a necessidade de compatibilizar interesses locais e interesses de grupos multinacionais”.

Parceria entre os setores público e privado
“Seguindo a linha que o presidente Lula vem seguindo em várias áreas, também neste segmento esta parceria é essencial. É uma tendência para alavancar as economias”.
Leia também
ONU planeja centro para indústria criativa

ONU vai estimular parcerias na cultura

Brasil vai mapear e calcular PIB da cultura
MARIANA GOÉS CARVALHO
especial para a PrimaPagina

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, afirmou que o Brasil precisa aumentar a representação da cultura no PIB (Produto Interno Bruto) do país. Gil explicou que nos Estados Unidos e em países europeus bens e serviços culturais já respondem pela maior parte do PIB, enquanto no Brasil esta representatividade é da ordem de 1% apenas.

“No Rio de Janeiro é de 7%, mas precisamos estender este número a todo o país”, declarou o ministro durante a abertura do "Fórum Internacional Promovendo a Economia Criativa: Rumo ao Centro Internacional de Indústrias Criativas", que começou nesta segunda-feira em Salvador e prossegue até quarta.

O evento conta com a presença de representantes de vários países e dá continuidade a uma discussão que nasceu na 11ª Reunião da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), que aconteceu em São Paulo, em junho de 2004. Na ocasião, foi constatado que a indústria criativa pode propiciar novas oportunidades para os países em desenvolvimento aumentarem sua participação no mercado mundial e abrir novos nichos de mercado.

Esta é precisamente a posição sustentada por John Howkins, presidente do Creative Group, do Reino Unido, e um dos palestrantes do fórum. “Só desta forma países em desenvolvimento poderão competir globalmente”. Em sua opinião, o Brasil é perfeito para sediar um Centro Internacional das Indústrias Criativas, por reunir talentos impressionantes no universo da música e do cinema, entre outros. A opinião coincide com as aspirações do ministro. “Esperamos que o Brasil seja escolhido como sede do centro", disse Gil enquanto se deslocava, ao som da percussão dos Filhos de Gandhi, para fazer o discurso de abertura do Fórum.

O empenho de Gil foi elogiado por Howkins, que o considera figura essencial no processo de criação do centro. O britânico disse ainda que é necessário "educar" os representantes do poder público que, de uma maneira geral, ainda não compreendem bem a natureza da economia criativa.

Ao que parece, este processo já foi desencadeado. Em entrevista concedida após seu discurso de abertura, Gilberto Gil disse que seu ministério vem trabalhando intensamente para ampliar o conceito de cultura e mostrar a importância da transferência de investimento dos setores "duros" para os chamados setores "suaves". “Costumo dizer que tudo que não é natureza é cultura”. O ministrou afirmou ainda que o Sistema Nacional de Cultura, criado recentemente, vem sendo uma importante ferramenta para a realização de alguns dos ideais propostos pelo Centro.

Além do Ministro Gilberto Gil, participaram da cerimônia de abertura do Fórum o embaixador Rubens Ricupero; o representante do Departamento de Cultura do Ministério das Relações Exteriores, Edgar Teles Ribeiro; o coordenador da ONU e representante no PNUD Brasil, Carlos Lopes; o governador da Bahia, Paulo Souto; o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro; o ministro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jacques Vagner; e o reitor da Universidade Federal da Bahia, Naomar Almeida Filho.

 
Leia mais Reportagens

Voltar
Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio
Novo site aponta avanço desigual dos ODM no Brasil
Brasil tem municípios com grande melhoria e outros com declínio nos Objetivos do Milênio; novo portal tenta levar metas às prefeituras.

Calendário de eventos

« Setembro 2010 »
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930
Todos os Eventos




Copyright, PNUD, 2010 | Terms of Use | Privacy Notice | Atualizado por PrimaPagina | Webmaster