Natal, 12/09/2007 ONG de Natal vai premiar alunos pró-ODM
Premiação vai selecionar projetos feitos em escolas e comunidades pobres para avançar nos Objetivos do Milênio e incentivar voluntariado
SARAH FERNANDES da PrimaPagina
Estudantes do ensino médio e universitário de Natal que pratiquem ações sociais para ajudar o município e seu entorno a avançar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio podem inscrever seus projetos até 31 de outubro no Prêmio do Milênio, promovido pela organização não-governamental Natal Voluntários.
A premiação vai escolher duas ações — uma de estudantes do ensino médio e outra de universitários — que tenham gerado melhorias na qualidade de vida da população pobre da região metropolitana do município. Cada grupo vencedor vai receber livros que serão doados para instituições escolhidas pelos alunos.
Podem participar do prêmio os 53 projetos de estudantes voluntários já implantados na capital do Rio Grande do Norte, ligados aos programas Jovem do Milênio (que reúne 15 ações) e Universitário do Milênio (38). A inscrição deve ser feita no site da Natal Voluntários. Os vencedores serão divulgados em dezembro.
Esses dois programas consistem numa série de ações pré-estabelecidas, referentes a cada um dos oito Objetivos do Milênio, e os alunos voluntários traçam estratégias para colocá-las em prática. Os estudantes que trabalham com o primeiro objetivo (reduzir a fome e a miséria), podem, por exemplo, fazer uma horta comunitária em uma escola, montar cartazes com vagas de emprego e pesquisar os hábitos alimentares de uma comunidade. Os que escolheram fazer ações para avançar na universalização o ensino básico (segundo Objetivo do Milênio) podem incentivar projetos de leitura, organizar palestras sobre o papel do educador e temas relacionados ao ensino.

“O prêmio é um incentivo para que ações voluntárias sejam desenvolvidas da melhor forma possível, com profissionalismo e responsabilidade”, afirma a coordenadora da Natal Voluntários, Maria Luísa Medeiros. “Devemos formar uma comissão avaliadora com membros de fora da organização. Serão avaliados os impactos das iniciativas nas comunidades, os benefícios que trouxeram para a população, as parcerias que foram feitas, entre outras coisas”. Também será levado em conta a pontualidade dos grupos na entrega de relatórios e formulários das ações, segundo a coordenadora.
Essa é a primeira edição do concurso, feito em parceira com o UNV (Programa de Voluntários das Nações Unidas), ligado ao PNUD. |