São Luís (MA), 21/09/2005 Maranhão traça plano para melhorar IDH
O objetivo é que cada município elabore uma agenda de programas baseada nos dados do Atlas de Desenvolvimento Humano
GUILHERME PREZIA da PrimaPagina
O Maranhão ocupa a pior posição no ranking brasileiro do IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, uma adaptação do IDH para o Brasil). Para tentar reverter esse quadro, uma rede formada por 14 organizações governamentais e não-governamentais lançou um programa de treinamento para secretários e conselheiros municipais que deve resultar na preparação de medidas que melhorem as condições socioeconômicas do Estado.
O treinamento dos representantes é organizado pela RIEB (Rede Interinstitucional pela Educação Básica), da qual fazem parte o Ministério Público Estadual, o UNICEF, a Gerência de Desenvolvimento Humano do governo maranhense, o Conselho Estadual de Educação e a Associação Brasileira de Magistrados e Promotores da Infância e da Juventude, entre outras entidades.
A iniciativa já contemplou, desde o início do ano, 33 dos 217 municípios maranhenses. “Nosso objetivo é atingir mais de 50 municípios até o final do ano”, prevê Paulo Buzar, assessor técnico do Ministério Público do Maranhão e membro da rede. Das dez cidades brasileiras com menor IDH-M, quatro estão no Maranhão: Centro do Guilherme, Araioses, Ipixuna, Santana do Maranhão e Lagoa Grande do Maranhão. Em 2000, o índice do Estado estava em 0,636, o pior do Brasil.
O evento inclui palestras sobre indicadores socioeconômicos e conceitos gerais do IDH. Além disso, os participantes recebem uma apostila com dados dos municípios maranhenses referentes a educação, saúde e infra-estrutura, entre outros tópicos. “O objetivo final é construção de uma agenda de compromissos políticos de cada município para educação, cultura, saúde e geração de renda”, afirma Buzar. “Cada município deve elaborar propostas dentro dessas áreas”, explica. Cumprida essa etapa, segundo o assessor, a rede monitora “o andamento prático dessas propostas”.
Na capacitação dos secretários e conselheiros, eles aprendem a lidar com o Atlas de Desenvolvimento Humano do PNUD, que traz 125 indicadores referentes aos 5.507 existentes no Brasil em 2000. Segundo Buzar, o domínio dos indicadores de desenvolvimento possibilita um diagnóstico mais preciso sobre as necessidades e prioridades de cada município.
O último treinamento do programa aconteceu na semana passada no município de Timon. Participaram do encontro secretários e lideranças de 15 cidades da região. |