Burkina Faso terá US$ 1,4 bi em doações

Situado no penúltimo lugar do ranking do IDH em 2003, país da África Ocidental receberá também US$ 600 milhões em empréstimos

13 Março 2004

IFAD Photo Jeremy Hartley

da PrimaPagina

Instituições financeiras e outras entidades de 11 países se comprometeram a abrir créditos até 2006 para Burkina Faso, totalizando US$ 2 bilhões. Os recursos deverão ser aplicados em educação, saúde, combate ao HIV-Aids e em projetos de desenvolvimento econômico.

Associada ao Objetivo de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas de "Erradicar a extrema pobreza e a fome" até 2015, a iniciativa foi acertada nesta sexta-feira na capital Uagadugu com o primeiro-ministro burquinense Ernest Paramanga Yonli e com o administrador-adjunto do PNUD Zéphirin Diabré.

Cerca de 70% dos recursos comprometidos correspondem a doações, ao passo que os 30% restantes serão empréstimos. A iniciativa não inclui as operações financeiras relacionadas à redução da dívida externa do país por meio do Banco Mundial.

Sem acesso o mar, apesar da proximidade com o Oceano Atlântico, Burkina faso tem uma população de 12,3 milhões de habitantes e ocupa o 173º lugar na lista dos 175 países avaliados com base no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Com uma taxa de analfabetismo de 75%, e com apenas cerca de 36% de suas crianças tendo acesso a escolas, a proporção de sua população que vive abaixo da linha da pobreza cresceu de 44% em 1995 para 46% em 2003, apesar do pequeno crescimento econômico no período.

Os recursos comprometidos virão da Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Germany, Holanda, Suécia, Suíça e Taiwan, e de instituições multilaterais como o Banco de Desenvolvimento Africano, Comissão Européia, FMI, OPEP e Banco Mundial.

As doações e empréstimos poderão aumentar em até dois terços o nível da assistência para o desenvolvimento a Burkina Faso, que atualmente é de cerca de US$ 400 milhões por ano, segundo Christian Lemaire, representante-residente do PNUD no país.