Os participantes da Rio+20 poderão - voluntária e individualmente - compensar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas pelas viagens de avião que fizerem para participar da Conferência. O uso dessa ferramenta se tornou possível graças a um projeto conjunto do governo brasileiro, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Caixa Econômica Federal (CAIXA). O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Aguiar Patriota, inaugurou, nesta quinta-feira (14), o uso da ferramenta.
Durante toda a conferência, terminais eletrônicos móveis e voluntários portando tablets estarão disponíveis no Riocentro, no Parque dos Atletas e na Arena da Barra para realizar as operações. Os participantes interessados nesta compensação poderão, assim, consultar suas emissões e efetuar o pagamento através de cartões de crédito e débito.
As doações terão o valor correspondente às “Reduções Certificadas de Emissão” (RCEs), provenientes do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) estabelecido pelo Protocolo de Quioto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Estas RCEs serão canceladas no sistema de registros das Nações Unidas, garantindo a integridade ambiental da compensação. O PNUD Brasil ficará encarregado de verificar este cancelamento, assegurando a mitigação efetiva.
O governo brasileiro, o PNUD Brasil e a CAIXA encorajam a ampla participação no sistema online de compensação voluntária de GEE decorrentes de viagens aéreas ao Rio de Janeiro para a Conferência Rio+20.
Redução de impactos ambientais
Os impactos ambientais gerados pela Rio+20 serão reduzidos e compensados para garantir que o evento observe os pilares do desenvolvimento sustentável. Para isso, o governo brasileiro está propondo uma estratégia de compensação cujas atividades estão organizadas nas seguintes dimensões: gestão das emissões de gases de efeito estufa (GEE), recursos hídricos, resíduos sólidos, energia, transporte, construções sustentáveis, compras públicas sustentáveis, turismo sustentável e alimentos sustentáveis.
As emissões que não puderem ser reduzidas e que ocorram em função da organização da Conferência - emissões decorrentes do consumo de combustíveis em equipamentos fixos e no transporte terrestre oficial, consumo de energia elétrica e disposição de resíduos sólidos nos principais locais da reunião – também serão compensadas mediante o uso de RCEs.
O Comitê Nacional de Organização da Rio+20 (CNO) já possui as RCEs necessárias para a compensação das emissões decorrentes da organização da Rio+20, obtidas por meio de doação de empresas brasileiras. Este cancelamento também será verificado pelo PNUD Brasil.
O uso do MDL garante reduções reais e mensuráveis. Além disto, o MDL contribui para o desenvolvimento sustentável do país. As emissões de gases de efeito estufa da Rio+20 estão sendo mensuradas seguindo padrões científicos, levando em consideração metodologias internacionalmente reconhecidas e respeitando as características nacionais.