SP prepara contrato para 'ecoônibus'

Durante este ano, os pesquisadores do projeto vão desenvolver protótipos dos veículos que serão testados nas ruas da cidade

01 Março 2005

Crédito: California Fuel Cell Partnership/Divulgação

da PrimaPagina

A mudança de governo na cidade de São Paulo não alterou os planos de aplicar a tecnologia das células de hidrogênio como combustível em ônibus da cidade. Esse projeto, apoiado pelo PNUD, procura melhorar a eficiência energética no transporte urbano e diminuir a emissão de poluentes na atmosfera. A previsão é de que nos próximos dois meses o contrato de fornecimento de equipamentos seja assinado. A partir daí, será desenvolvido um ônibus protótipo, que deverá ser testado nas ruas da cidade a partir de 2006.

“Este é um trabalho que acontece há alguns anos e que chega agora a um ponto muito importante”, explica Márcio Schettino, gerente de desenvolvimento da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo). De fato, desde 1997 o projeto já está em desenvolvimento. Desse ano até 2000 foi formulado um estudo de viabilidade e propostas para a etapa seguinte, a atual. Nesta fase, pesquisadores vão desenvolver protótipos que deverão operar por quatro anos em caráter de testes. Se tudo der certo, na terceira etapa, o projeto será ampliado e uma garagem com mais de 100 ônibus com essa tecnologia entrará em operação. A etapa final consiste na comercialização da tecnologia.

Para desenvolver o projeto, foi montado um consórcio com parceiros nacionais e internacionais. “2005 é o ano em que este trabalho entra em operação de fato”, diz Schettino. Em outros países, como na Europa e nos Estados Unidos (veja foto), ônibus com essa tecnologia já rodam pelas cidades. O desafio é desenvolver o mesmo produto nacionalmente.

Ônibus com células combustíveis movidas a hidrogênio operam com um princípio bastante parecido com o dos trólebus. A única diferença é que, ao contrário destes, a energia que move o veículo não vem de uma rede externa, mas é gerada dentro do ônibus, através de uma reação eletroquímica entre hidrogênio e oxigênio. As vantagens em relação aos motores de combustão interna são muitas. As células de hidrogênio causam não apenas menos poluição atmosférica, como também sonora. A eficiência energética também é alta. Enquanto um motor de combustão atinge no máximo 45% de rendimento, as células, dependendo de seu tipo, já possuem uma eficiência de até 80%.
Projeto Relacionado
BRA/99/G32

 

TÍTULO

Células de Hidrogênio como Combustível para o Transporte Urbano

 

PROJETO

BRA/99/G32

 

ENTIDADE EXECUTORA

Ministério das Minas e Energia

 

ENDEREÇO DA COORDENAÇÃO

MME, Esplanada dos Ministérios, bloco U, sala 406, Brasília, DF

 

ÁREA GEOGRÁFICA

Região Metropolitana de São Paulo

 

UF

NÃO INFORMADO

 

OBJETIVO

Demonstrar a viabilidade operacional de oito ônibus e da infra-estrutura de produção e abastecimento de hidrogênio.

 

RESULTADO ESPERADO

1) Reduzir a emissão de poluentes.
2) Demonstrar a viabilidade dos ônunibus e de da infra-estrutura de produção e abastecimento de hidrogênio em condições reais de operação.
3) Desenvolver especificações para ônibus com células de combustível baseadas nos chassis e carrocerias brasileiras.
4) Aumentar a venda desse tipo de ônibus.
5) Adquirir e disseminar a cultura técnica (operação, manutenção e fabricação).


 

RESULTADO OBTIDO

NÃO INFORMADO

 

DATA DE INÍCIO

03/08/2001

 

DATA DE TÉRMINO

NÃO INFORMADO

 

DATA DE CONCLUSÃO

31/12/2014

 

ORÇAMENTO

US$ 15.620.612 — Total
US$ 3.346.612 — Governo Federal
US$ 12.274.000 — Global Environment Facility (GEF)
Total implementado até 2011: US$ 8.924.367,76


 

UNIDADE

Meio Ambiente e Energia
Responsável no PNUD: Roseleny Diegues Peixoto


 

LINK

NÃO INFORMADO

 

ENCERRADO

NÃO