Polícia aprimora inteligência contra o crime

Agentes e servidores de 17 Estados brasileiros participam de curso inédito sobre produção de conhecimento para segurança pública

31 Maio 2005

Crédito: Governo da Paraíba/Divulgação

da PrimaPagina

Policiais e servidores de 17 Estados estão participando de um curso inédito sobre inteligência e segurança pública — uma das áreas em que as forças brasileiras mais precisam aprimorar, segundo especialistas. A qualificação dos agentes nesse setor é parte essencial do projeto de formulação de um modelo de inteligência em segurança pública no país, capitaneado pela SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública), ligada ao Ministério da Justiça.

“Essa é uma das áreas de maior carência nas forças nacionais”, avalia o diretor do Núcleo de Estudos Estratégicos em Gestão de Segurança Pública e Defesa Social, George Felipe de Lima Dantas. Ele ministrou um dos nove módulos do curso, que está sendo realizado em Recife (PE), reúne cerca de 60 alunos e deve terminar na primeira semana de agosto. A idéia é posteriormente replicar as aulas em outras unidades da federação.

O 1º Curso de Inteligência de Segurança Pública inclui itens como princípios básicos de criminologia, metodologias clássicas de inteligência, arcabouço legal sobre a atividade de inteligência no Brasil, avaliação da qualidade e da fonte dos dados sobre violência e criminalidade, produção de dados, proteção dos dados, uso de softwares e tratamento de dados para análise de padrões. A iniciativa é da SENASP, por meio do Centro Regional de Treinamento em Segurança Pública — implantado com apoio do PNUD, da FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) e do UNLIREC (Centro Regional das Nações Unidas para a Paz, o Desarmamento e o Desenvolvimento na América Latina e no Caribe).

O público inclui delegados, oficiais e soldados das policiais estaduais, funcionários de secretarias de Segurança Pública e da Fazenda, representantes da Polícia Federal, funcionários da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) em Pernambuco e servidores da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, que foi quem solicitou o curso.

“Hoje, o trabalho com grandes bancos de dados é fundamental não só para detectar ascensão e acréscimo de taxas de criminalidade, como para identificar padrões e séries de crimes”, frisa Dantas. A repetição de crimes semelhantes em um mesmo local, por exemplo, pode significar a ação de uma quadrilha ou, em casos extremos, de um serial killer. Alguns softwares modernos cruzam e sistematizam informações desse tipo, preciosas na investigação policial.

O curso também tem outro papel fundamental, segundo Dantas: ajuda a “incorporar à gestão da segurança pública a questão da gestão do conhecimento”. “É essencial desenvolver uma cultura de produção de dados entre os agentes policiais”, afirma. “Só assim é possível criar um sistema de inteligência ágil e que atue dentro da legislação”.
Projeto Relacionado
BRA/03/003

 

TÍTULO

Projeto Segurança Cidadã*

 

PROJETO

BRA/03/003

 

ENTIDADE EXECUTORA

Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), do Ministério da Justiça

 

ENDEREÇO DA COORDENAÇÃO

Ministério da Justiça, Edifício-Sede, 5º andar, sala 500, Brasília, DF

 

ÁREA GEOGRÁFICA

NÃO INFORMADO

 

UF

NÃO INFORMADO

 

OBJETIVO

1) Incorporar, implementar e estruturar novos parceiros na busca de garantir efetividade ao processo de articulação de todas as forças da sociedade e formas de governo no combate à criminalidade.
2) Planejar e controlar as intervenções em cada região, quebrando o isolamento entre a área de segurança e as outras instituições do Estado, as entidades da sociedade civil e os movimentos sociais.
3) Requalificar os policiais com novas técnicas de prevenção, mediação, negociação e investigação.


 

RESULTADO ESPERADO

1) Ampliar o policiamento comunitário.
2) Informatizar e desburocratizar as novas delegacias.
3) Priorizar a reforma radical da perícia, envolvendo o estabelecimento de convênios com universidades e institutos de pesquisa.
4) Implementar a Escola Nacional de Segurança Pública e o Centro de Altos Estudos em Segurança Pública.
5) Capacitar lideranças comunitárias para a prevenção da violência urbana.
6) Implantar o Sistema de Integração Nacional das Informações de Justiça e Segurança Pública (INFOSEG).
7) Implantar Centros Integrados de Cidadania (CICs).


 

RESULTADO OBTIDO

NÃO INFORMADO

 

DATA DE INÍCIO

06/02/2003

 

DATA DE TÉRMINO

NÃO INFORMADO

 

DATA DE CONCLUSÃO

30/04/2004

 

ORÇAMENTO

NÃO INFORMADO

 

UNIDADE

Políticas Públicas e Sociais
Responsável no PNUD: Maristela Baioni


 

LINK

NÃO INFORMADO

 

ENCERRADO

SIM